Natal – Olavo Bilac
Olavo Bilac Jesus nasceu. Na abóbada infinita Soam cânticos vivos de alegria; E toda a vida universal palpita Dentro daquela pobre estrebaria… Não houve sedas,…
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Olavo Bilac Jesus nasceu. Na abóbada infinita Soam cânticos vivos de alegria; E toda a vida universal palpita Dentro daquela pobre estrebaria… Não houve sedas,…
Olavo Bilac Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia Assim! De um sol assim! Tu, desgrenhada e fria, Fria! Postos nos meus os teus olhos…
Olavo Bilac Cabelos brancos! dai-me, enfim, a calma A esta tortura de homem e de artista: Desdém pelo que encerra a minha palma, E ambição…
Olavo Bilac VI Em mim também, que descuidado vistes, Encantado e aumentando o próprio encanto, Tereis notado que outras cousas canto Muito diversas das que…
Olavo Bilac Quatro prisões, quatro interrogatórios… Há três anos que as solas dos sapatos Gasto, a correr de Herodes a Pilatos, Como Cristo, por todos…
Olavo Bilac Não és bom, nem és mau: és triste e humano… Vives ansiando, em maldições e preces, Como se, a arder, no coração tivesses…
Olavo Bilac XVIII Dormes… Mas que sussurro a umedecida Terra desperta? Que rumor enleva As estrelas, que no alto a Noite leva Presas, luzindo, à…
Olavo Bilac Nua, mas para o amor não cabe o pejo Na minha a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais, ela dizia: –…
Olavo Bilac XXXII Como quisesse livre ser, deixando As paragens natais, espaço em fora, A ave, ao bafejo tépido da aurora, Abriu as asas e…