Soneto a Oxford
Vinícius de Moraes Ó Oxford, prende o sol em tuas pontas Góticas; dormem divinas harmonias Em tuas torres puras e sombrias E em teus jardns…
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Vinícius de Moraes Ó Oxford, prende o sol em tuas pontas Góticas; dormem divinas harmonias Em tuas torres puras e sombrias E em teus jardns…
Vinícius de Moraes Não te vira cantar sem voz, chorar Sem lágrimas, e lágrimas e estrelas Desencantar, e mudo recolhê-las Para lançá-las fulgurando ao mar?…
Vinícius de Moraes De inescrutavelmente no que pintas Como num amplo espaço de agonias Imarcescível música de tintas A arder na lucidez das coisas frias:…
Vinícius de Moraes O teu perfume, amada – em tuas cartas Renasce, azul… – são tuas mãos sentidas! Relembro-as brancas, leves, fenecidas Pendendo ao longo…
Vinícius de Moraes O pintor pequeno O grande pintor Ruim como um veneno Bom como uma flor Vi-o da Inglaterra Uma tarde, vi-o No ermo,…
Vinícius de Moraes I Mas o instante passou. A carne nova Sente a primeira fibra enrijecer E o seu sonho infinito de morrer Passa a…
Vinícius de Moraes Lá vai São Francisco Pelo caminho De pé descalço Tão pobrezinho Dormindo à noite Junto ao moinho Bebendo a água Do ribeirinho.…
Vinícius de Moraes Passa, tempo, tic-tac Tic-tac, passa, hora Chega logo, tic-tac Tic-tac, e vai-te embora Passa, tempo Bem depressa Não atrasa Não demora Que…
Vinícius de Moraes Bom-dia, Pingüim Onde vai assim Com ar apressado? Eu não sou malvado Não fique assustado Com medo de mim. Eu só gostaria…