Poema para a Negra
Geraldo Bessa Víctor Deixa que os outros cantem o teu corpo que dizem feiticeiro e sedutor, e, na volúpia vã do pitoresco, entoem madrigais á…
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Geraldo Bessa Víctor Deixa que os outros cantem o teu corpo que dizem feiticeiro e sedutor, e, na volúpia vã do pitoresco, entoem madrigais á…
Geraldo Bessa Víctor Minha avó Capinha, minha avó Capinha, hoje que morreste (que tristeza a minha!), relembro as histórias que tu me contavas em manhãs…
Geraldo Bessa Víctor O menino negro não entrou na roda das crianças brancas – as crianças brancas que brincavam todas numa roda viva de canções…
Geraldo Bessa Víctor Sinto o som do batuque nos meus ossos, o ritmo do batuque no meu sangue. É a voz da marimba e do…
Geraldo Bessa Víctor Não venhas mais ao cais, menina negra. Que esperas tu ainda? Já sabes a tua sina: o branco que partiu não volta…
Geraldo Bessa Víctor – Bom dia, senhor José. Como passou? Passou bem? Mas o senhor José virou a cara, rudemente, com desdém. E a pobre…
Geraldo Bessa Víctor “Chove E a trovoada é um batuque incessante, uma estranha batucada. Os raios são setas de fogo que misteriosamente, em tom de…
Geraldo Bessa Víctor Marimbas, ngomas, zabumbas, guizos, quissanges, chigufos… Batuque doido – loucura regada pelos marufos… Bailados sensuais, ardentes; perturbante orquestração; canções sentidas, dolentes, que…
Geraldo Bessa Víctor Amo-te porque tudo em ti me fala de África, duma forma completa e envolvente. Negra, tão negramente bela e moça, todo o…